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Economia

Publicada em 23/06/15 às 13:16h - 411 visualizações
BC: juros do cartão chegam a 360,6% ao ano e os do cheque especial, a 232%
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (23) pelo Banco Central

Do UOL, em São Paulo


 (Foto: Reprodução)

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito subiu 13,1 ponto percentual em maio e atingiu 360,6% ao ano. Já a taxa do cheque especial subiu 6 pontos e chegou a 232% ao ano. 

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (23) pelo Banco Central.

A taxa média de juros cobrada do consumidor subiu 1,2 ponto percentual, passando de 56,1% ao ano em abril para 57,3% ao ano em maio. Com isso, se mantém no maior valor desde que os dados começaram a ser compilados pelo BC, em março de 2011.

Essas taxas se referem aos recursos livres, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. Não inclui, portanto, financiamento imobiliário, crédito rural e empréstimos do BNDES.

Para os financiamentos direcionados, os juros tiveram alta de 0,3 ponto, para 9% ao ano.

Sobem os juros para empresas

Para as empresas, o juro avançou de 26,6% para 26,9% ao ano em maio, considerando recursos livres.

Com recursos direcionados, a taxa média atingiu 9,6% ao ano, aumento de 0,6 ponto percentual no mês, com destaque para a alta de 0,5 ponto percentual nos financiamentos com recursos do BNDES para investimentos.

Aumenta ganho dos bancos com as famílias

O ganho médio dos bancos (o spread bancário, diferença entre os juros que os bancos pagam pelo dinheiro e o que eles cobram dos clientes) foi de 17,4 pontos percentuais no mês, com alta de 0,3 ponto em relação a abril.

A maior alta foi vista nas operações de crédito para as famílias, com alta de 0,6 ponto, para 24,9 pontos percentuais.

No crédito para as empresas, o aumento foi de 0,2 ponto, para 9,5 pontos.

Contas em atraso praticamente estáveis

As contas com mais de 90 dias de atraso ficaram praticamente estáveis no mês para as famílias, com leve alta de 0,1 ponto, para 3,8%.

Entre as empresas, ficou estável em 2,3%.





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